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Com um faturamento anual em torno de US$ 16 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria da Panificação (ABIP), o mercado de padarias no Brasil tem evoluído muito nos últimos anos, sobretudo com o avanço das mini-padarias, que ocupam menos espaço e facilitam o investimento nesse tipo de negócio. Os supermercados aumentaram sua participação no ramo da panificação,
ao mesmo tempo em que também houve uma espécie de segmentação do setor que originou modalidades como as butiques de pães (em regiões com alto poder aquisitivo) e as padarias de conveniência (que aliam a venda de pães à oferta de produtos e serviços diversos).
Por outro lado, o mercado enfrenta números desafiadores. O primeiro é o que atesta que o consumo de pão é de 27 kg
anuais por pessoa, que representa simplesmente a metade da porção recomendada por organismos mundiais de alimentação como a OMS (Organização Mundial da Saúde), entidade ligada à ONU (Organização
das Nações Unidas).
Outro desafio é ampliar o nível de informatização das padarias. A pesquisa mais recente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação
mostrou que 85,9% não tinham informatização. No caso das padarias que investiram em automação, 6,8% informatizaram o setor administrativo-financeiro,
3,8%, o setor de vendas e atendimento ao público, 1,9%, o estoque, e 0,6%, a produção industrial. Apenas 1% dos estabelecimentos pesquisados pela ABIP
possuía todos os setores informatizados. A contradição que pode existir entre a evolução do mercado e os números acima é, na verdade, o indicativo de uma
oportunidade para aqueles que atuam ou desejam atuar nesse segmento. Basta conciliar o potencial de expansão do mercado com investimentos certeiros em
automação como forma de se diferenciar da concorrência. |
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