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Um dos principais combustíveis do desempenho do segmento de autopeças (tanto indústria quanto varejo) é o fato de que, apesar das inúmeras vantagens oferecidas, a maioria dos brasileiros tem optado por investir na manutenção de seus veículos em vez de adquirir um veículo novo. Essa tendência resulta num aumento da demanda na ponta final da cadeia produtiva: as lojas de autopeças.
Ainda que esse cenário venha se mantendo nos últimos tempos, o segmento, entretanto, eventualmente precisa subir algumas ladeiras, em marcha lenta, quase parando. Foi assim em 2002, por exemplo. Em 2003, foi um pouco diferente: engatou a primeira e ganhou um fôlego, por exemplo, com um crescimento de 0,7% no faturamento (indústria). Nada de muito especial, mas significativo e animador para um desempenho bem melhor em 2004.
Prova disso é que, recentemente,representantes da indústria anunciaram que precisam investir US$ 1 bilhão nos próximos 13 meses para poder acompanhar o crescimento da demanda. O valor é 40% maior em relação ao que deverá ser aplicado em 2004, cerca de US$ 600 milhões (em 2003, foram US$ 500 milhões).
É nesse contexto que competem pequenas, médias e grandes lojas especializadas na venda de autopeças. E para competir com “C” maiúsculo, independentemente do porte de seus estabelecimentos, os empresários do setor precisam agregar valor para conquistar seus clientes. Uma das ações é investir na prestação de serviços (por isso, muitas lojas contam com oficinas mecânicas agregadas). Outra é investir na automação da loja e ganhar competitividade com um controle melhor e mais eficiente do estoque, além de uma agilidade maior na gestão do negócio. Dessa forma, nem um problema na rebimboca da parafuseta será capaz de impedir que o negócio siga em frente. É o que mostra esta edição da cartilha Automação Total. |